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Nunca ouvi
alguém dar uma definição do que era medidor e a vida do medidor de
veleiros de regata, mas com certeza nomes muito conhecidos no meio
de regatas e um dos “Papas” do trabalho de medidor, devemos a este
senhor Roberto Dantas, medidor da ABVO, que foi indiretamente meu
colega de medições, referência de qualidade e competência.
Apesar de nos
encontrarmos somente em eventos em Ilhabela, lembro com carinho de
sua retidão de caráter e empenho na assistência junto a ABVO.
Penso que
medidor é alguém muito especial que esquece de si por uma causa
nobre e de regras muito bem definidas, mas com situações inusitadas
e uma cobrança de resultados confiáveis em cada obra prima de
medição que fazemos, sim porque cada veleiro para quem é medidor,
penso que seja algo muito especial e que por vezes, somos os médicos
que sentem todo o potencial da obra prima que saiu do estaleiro e
que foi feita, para aqueles que transferem seus ímpetos empresarias,
para um lugar mais agradável e sentir as mesmas vibrações dos
desafios com equipes nas empresas, nas equipes de seu veleiro no
mar, com julgamentos e protestos, como se estivessem em tribunais
com advogados em lugares fechados e cheio de prédios.
A
responsabilidade de um medidor em proporcionar a este duelo de titãs
empresariais, a qualidade de uma avaliação ponderada é enorme assim
como na assistência a cruzeiristas que se iniciam e que por vezes, o
medidor faz também, o trabalho de professor e orientador do que é
necessário para o bom desempenho da embarcação, encaminhando o
proprietário e então aluno, nos caminhos de uma verdadeira Faculdade
de Administração, Engenharia e Arquitetura da arte de velejar e seus
requintes, pois estes alunos estão deixando a churrasqueira de fim
de semana com a família em casa, para finalmente conhecer o
supra-sumo da tecnologia de velejar no oceano.
Muito
particularmente, o medidor, tem um caráter exigente, porque é
exigido pela nata da vela, que também é exigente, impondo um ritmo a
tudo a sua volta, tão afinado como cordas de um violino Stradivarius,
que ao menor sinal de desafinação ao ouvido de seu dono, causa
arrepios na coluna, tal a sensibilidade de seu instrumentista. |