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Todo proprietário de embarcação
conhece o seguro obrigatório exigido pela Capitania
dos Portos, similar aos dos automóveis.
Um grande número de pessoas costuma
fazer também um "seguro total"
para os seus carros, mas não agem da mesma forma
com os barcos. Os motivos são variados
e vão desde o pequeno número de
seguradoras que oferecem este tipo de
seguro, com pouca divulgação, até idéias
como "isso não vai acontecer comigo".
O que é um seguro náutico?
É um seguro destinado a proprietários
de embarcações de recreio ou de uso
particular, associadas a um clube náutico,
marinas ou garagens náuticas. O seguro
náutico pode ser feito para lanchas,
iates e barcos à vela, com ou sem motor,
classificados na Capitania dos Portos
como "J" (esporte ou recreio). Como em todo o
seguro, existem as coberturas básicas
e as coberturas adicionais.
No seguro náutico, a Cobertura Básica
compreende o seguinte:
- Perda Total;
- Assistência a salvamento;
- Avarias Parciais;
- Roubo/furto qualificado total da embarcação;
e
- Retirada e colocação n'água.
As Coberturas Adicionais são efetuadas
por solicitação do proprietário com cobrança
de prêmios adicionais para cada
cobertura:
- Responsabilidade Civil do proprietário
da embarcação;
- Participação em regatas
de vela;
- Participação em pesca
amadora;
- Transporte terrestre (transporte da
embarcação em todo o território nacional)
Para cada tipo de cobertura existe uma
franquia, exatamente como nos seguros de
veículos, com exceção
à perda total da embarcação onde não há
franquia. A perda
total de uma embarcação
pode ser caracterizada como perda construtiva ou perda
técnica.
É perda técnica quando o
custo de recompor a embarcação for superior a um valor
determinado do valor segurado (em média
75% do valor). É perda considerada como
construtiva, quando o reparo da embarcação
(principalmente em embarcações de
competição) não conseguir
manter as características técnicas da embarcação,
tornando a embarcação não
competitiva, independente do custo de reparo.
Para se realizar o seguro de uma embarcação
é necessário contatar um corretor, que
buscará o preço em uma das
poucas seguradoras que fazem seguros náuticos. Uma
vez fechado o seguro, é obrigatório
realizar uma vistoria na embarcação para constatar
o seu estado de conservação,
registro na Capitania etc. Pode a seguradora aceitar ou
não o seguro em função
do estado da embarcação.
O melhor é prevenir
Todos se lembram de casos acidentais ou
não, com conseqüências dramáticas,
como o que ocorreu com o velejador Lars
Grael, que teve seu barco atropelado por
uma lancha em Vitória. Infelizmente
essas ocorrências se repetem, como mostram
algumas matérias registradas pelo
clipping do Espaço Náutico:
Gazeta do Povo - 24/04/2001
Quadrilha rouba 39 motores de barcos em
clubes do litoral
O Globo - 01/02/2001
Barco de Zezé Di Camargo afunda
em Angra com cantor e quatro amigos
O Globo - 05/01/2001
Acidente mata três no mar de Angra
dos Reis
Folha do Paraná - 18/12/2000
Veleiro vira no mar e dois desaparecem
Aparências enganam
O Lago Paranoá, em Brasília,
não é tão inofensivo como aparenta nos postais da
capital. O clima da região vem
se modificando muito, especialmente nos três últimos
anos. Normalmente antes de chuvas, vem
acontecendo com mais freqüência ventos
fortes entre 20 e 30 nós, com rajadas
curtas de até 50 nós, derrubando árvores por
toda a cidade e veleiros (22 a 24 pés)
de cima de suas carretas de encalhe. Estes
ventos têm sido responsáveis
também por algumas quebras de mastros e muitas
velas rasgadas.
A grande quantidade de lanchas e jet skis
também merece atenção. Há dois anos,
duas lanchas se chocaram próximo
ao Palácio da Alvorada e uma mulher morreu. O
"acidente" mais recente foi entre um jet
ski e um veleiro da classe Star. O veleiro fazia
um treino normalmente quando um jet ski
que executava uma série de slaloms se
aproximou em alta velocidade e, literalmente,
entrou pela bochecha do Star e ali ficou
incrustado.
Espaço Náutico - 24/04/2001