REGATA SANTOS RIO

Veleiros de fibra, homens de aço.

       


HISTÓRIA

Em 4 de janeiro de 1947, foi disputada a primeira regata Buenos Aires-Rio, uma promoção conjunta do Yacht Club Argentino e do Iate Clube do Rio de Janeiro, representado por José Candido Pimentel Duarte. Quatro anos depois, surgia a Regata Santos-Rio, uma realização conjunta do Iate Clube de Santos e do Iate Clube do Rio de Janeiro. A proximidade das datas não era coincidência.

Para muitos os que viveram a vela no período, a regata nacional tinha como principal objetivo "treinar" as tripulações para enfrentar a competição mais importante. Não é de admirar, portanto, que os vencedores das primeiras Santos-Rio tenham sido exatamente os veleiros da Classe Brasil, encomendados por Pimentel Duarte à americana Sparkman & Stephens, para "derrotar os argentinos". É claro que logo em seguida a regata adquiriu importância própria

Até 1951 as regatas eram circunscritas a lagoas e baías, locais mais abrigados. José Candido Pimentel Duarte, pioneiro da vela no Brasil, idealiza a realização de uma regata de longo percurso que, sem dúvida, seria um desafio aos velejadores da época. Joaquim Belém, que acabara de construir o primeiro veleiro da classe Brasil nos estaleiros do Iate Clube do Rio de Janeiro, resolveu realizar a regata. Para tanto, contatou Mariano Jatahy Marcondes Ferraz, do Iate Clube de Santos (ainda em construção) e ambos executaram a Regata Santos-Rio, a primeira mais longa em águas brasileiras. Com um percurso médio de 180 milhas, esta regata tinha a sua largada no canal de Santos, saindo em direção à ilha de São Sebastião, podendo, ou não, passar por fora dela. O restante do percurso era pontuado por pequenas ilhas e outros acidentes geográficos até chegar, já em águas cariocas ao Arpoador, finalizando a prova. A Santos-Rios tinha como objetivo capacitar o velejador a adquirir desenvoltura e aprimoramento na arte de navegar.


Sua importância não se restringiu à disputa de veleiros, mas foi também, segundo Fernando Pimentel Duarte, a semente germinadora da organização da vela de oceano, traduzida na criação da Associação Brasileira de Veleiros de Oceano (ABVO).[3]

No início da década de 50, a sede do Iate Clube de Santos estava em construção no Guarujá, o que impossibilitava os encontros de velejadores. Sendo assim, os sócios do recém criado clube adotaram o restaurante Jangadeiro, na Ponta da Praia de Santos para realizarem as reuniões preparatórias da I Regata Santos - Rio. Até a inauguração do Iate Clube de Santos, o clube Saldanha da Gama dava o apoio necessário às embarcações. Os preparativos desta regata mobilizaram a atenção de muitos veleiros que, animados, se dispuseram a participar do evento.

GRANDE NOMES

A Regata Santos-Rio seguirá sempre como palco de emocionantes velejadas, contando sempre com a presença de grandes nomes da vela oceânica brasileira. Do pioneiro Joaquim Belém a Torben e Lars Grael; de João e Guga Zarif a Eduardo de Souza Ramos; de Sérgio Mirsky e Fernando Pimentel Duarte a Fernando Nabuco; de Roberto Pellicano a Maurício Santa Cruz, milhares de velejadores contribuíram para que a regata se mantivesse entre as mais importantes do calendário de oceano do País.

 

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REGATA EM TEMPO REAL

 

Para quem quiser acompanhar a regata:

O Iate Clube de Santos vai transmitir a largada pelas redes sociais, através da página oficial do evento no Facebook

Para ter ideia de como foi a regata em 2015, veja vídeo visitando VID2015 

Vídeo e entrevista do campeão da regata no tempo corrigido Classe ORC Internacional na regata em 2018, veja vídeo visitando VIDENTREVISTA2018 

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