ILHA SAILING Ocean School - HISTÓRIAS DO MAR
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Subir o Pico Baepi é sinônimo de superação
Escalada em Ilhabela desafia limites do corpo mas recompensa todo o esforço

Ilhabela - A escalada ao pico do Baepi, o segundo mais alto de Ilhabela, desafia os limites do corpo humano. São aproximadamente 1.048 metros de altura até chegar ao cume da montanha. A subida é avaliada pelos guias turísticos como difícil podendo ser concluída em até três horas de caminhada, dentro da mata fechada, em terreno acidentado. O desafio começa saindo do bairro Itaquanduba, próximo do atracadouro das balsas, rumo à ladeira que leva ao Morro da Cruz. É a única parte do trajeto que pode ser feita de jipe, depois só a pé.
Antes de entrar na mata densa caminha-se 40 minutos entre os sapezais. A primeira parada no mirante da Cruz antecipa a "visão do paraíso" reservada para o fim da aventura; conquistar o pico do Baepi está entre os melhores passeios do Litoral Norte Paulista.
O corpo sente a dificuldade imposta pela natureza. "A trilha do Baepi é uma das mais pesadas de Ilhabela. Exige preparo. Quem freqüenta Ilhabela um dia tem que subir", disse o guia Fabrício de Oliveira. Segundo ele, ao ser oficializada a trilha recebeu degraus, corrimão e demais aparatos para melhorar sua infra-estrutura. O investimento, cerca de R$ 12 mil, integrou campanha promovida pela Natura.
DESAFIOS - Aos 'pés' da montanha, as árvores já encobrem a luz do sol. A temperatura cai e, no caminho, varia entre 14 e 22 graus. Durante todo o percurso, sem a energia dos raios solares, o cansaço é inevitável. A altitude faz com que os olhos lacrimejem e ainda gera sensação de surdez. O suor também é excessivo. O ritmo da caminhada é forte.
O praticante da trilha precisa de técnica e vontade para passar por pedras, cipós e imensas formações rochosas. Um exercício de Tarzan. As únicas companhias, além do cansaço, são os bichos: o canto dos pássaros, o barulho das folhas, e a assustadora presença de cobras, lagartos, sapos e outros animais endêmicos --espécies que só vivem neste local (leia texto abaixo).
SUPERAÇÃO - "Foi um desafio, pois em certo momento achei que não fosse conseguir chegar. Tinha feito algumas outras caminhadas longas na mata, mas aqui [no Baepi] é diferente já que as subidas são mais puxadas. É um misto de superação e surpresa", disse a estudante do último ano de Direito de São Sebastião, Milena Moraes, 23 anos, que concluiu a trilha ao lado do namorado Thiago dos Santos Fonseca, 25 anos, e mais 13 amigos. "A trilha do Baepi exige subida o tempo todo, é 100% íngreme; requer força", comentou Thiago, que é instrutor de musculação.
(Fonte: ValeParaibano)

 Trilha pede roupa leve e tênis especial

Ilhabela - Para fazer a trilha, o interessado, além de estar preparado, deve usar roupas leves e tênis com solado antiderrapante. A ingestão de bastante água e energéticos é fundamental. Na trilha, é aconselhável intercalar alimentos salgados e doces; junto com barras de cereais e frutas --para que o corpo tenha energia para concluir o percurso.
Todo o esforço é recompensado ao longo de toda a trilha, em meio à vegetação e animais silvestres. Quando o trilheiro ultrapassa os 800 metros uma surpresa inexplicável: passar por entre nuvens, quase como que um grande 'algodão doce' de gotículas de água. A nebulosidade e o frio aumentam. As nuvens avisam que o fim está próximo. A chegada ao pico é comemorada com palmas, gritos e assovios.
DESCIDA - Como para baixo todo santo ajuda, a descida pode ser feita em aproximadamente 2 horas e 30 minutos. A velocidade é maior do que na subida.
Porém, os cuidados e a atenção devem ser redobrados para garantir a segurança. O turista deve estar atento, principalmente, a eventuais tropeços e acidentes --o que não é suficiente para diminuir a vontade de uma segunda escalada. De acordo com os guias, se o desempenho do grupo foi bom na descida pode optar pelo atalho existente pela trilha da cachoeira do Bananal.
Por ela, ao invés de descer a ladeira do Morro da Cruz, de concreto, anda-se aproximadamente 50 minutos também pela mata saindo no bairro Perequê, próximo da balsa.
(Fonte: ValeParaibano)