ILHA
SAILING Ocean School - HISTÓRIAS DO MAR
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of Altavista
Surfadas
a Noroeste de 58 nós
Clique na foto para ampliar e ver o navio
De uma olhada neste vento de 70 nós que apareceu no meio do verão
quando o Transatlântico Island Scape girou da posição
de proa para o leste, indo parar com a proa para o sudoeste e inclinando
20 graus (imaginem a cena de um prédio de 20 andares inclinado 20
graus com ventos fortes de través de repente) e sendo arrastado
com âncora e tudo até a Ponta das Canas, com um monte de barquinhas
de transporte se escondendo atrás dele para evitar serem carregadas
para mais longe.
Parecia uma pata nadando com os patinhos atrás enfileirados e atônitos
Só citei o navio como referência, inclusive dá para
vê-lo em determinado momento, porém, o clipe é mostrar
a atividade das ondas que formavam entre o veleiro escola, Ilha Sailing
e um veleiro Fast 500 Liberdade, amigo e vizinho de poita na Baía
do Pindá em Ilhabela litoral de São Paulo.
Este dia foi muito lindo e muito quente o tempo todo, com ventos do quadrante
Leste e Nordeste fortes, intercalados de calmarias freqüentes e muito
quentes.
O pessoal do navio saiu em peso para fazer passeios náuticos e terrestres.
Já no final do dia, todas as nuvens que haviam passado em direção
ao sudoeste, pareciam que estavam se acumulando atrás da montanha
de São Sebastião e escurecendo muito em tons de cinza claro
para o cinza chumbo.
O pessoal já estava de retorno para o navio pois sua partida seria
as 19:00 horas e via-se muita movimentação nas barcas de
apoio indo e vindo.
Dei
uma volta no navio para me despedir do pessoal e já estava voltando
para a baía do Pindá, para colocar o veleiro na poita.
As nuvens mais baixas, carregadas e lentas começaram a andar
mais rápido como se fossem garras de cinza mais claro no meio daquele
céu cinza chumbo ameaçador na altura de São
Sebastião.
Já se via o vento escurecer a superfície da água perto
do terminal da Petrobrás, e os carneiros brancos formados pela alta
intensidade dos ventos, começaram a aparecer em bando e a poita
ainda faltava alguns metros para chegar, quando faço a manobra para
pegar a poita no embalo, diminuindo a velocidade do veleiro para evitar
de passar pela poita o vento começou a aumentar.
O motor parou e raramente pára, porém nestas horas parece
que ele quer assistir de camarote o que vai acontecer ,para se divertir
com a loucura.
Pois consegui pegar a tempo o cabinho da bóia que, com muito custo
(e quem já fez o curso básico, onde você aprende a
apoitar o veleiro sabe) consegui trazer a alça da mão de
cabo para colocar no cunho e também puxar a segunda alça
para ficar mais firme pois a primeira poderia se romper com o atrito na
borda pois sua grossura era menor o cabo mais duro e sujeito a cortes por
atrito.
Tal era a velocidade do vento e ferocidade do mar e correnteza, que não
consegui tirar estas alças no cunho que estavam amarradas na poita,
tentando passar um cabo que se dividiria em dois para desmultiplicar os
impactos das cabeceadas que a proa dava contra as ondas e evitando romper
os cabos por esforços exagerados.
Ficar no convés com ventos de 50 nós e rajadas de 70 de bermuda
e camiseta, com veleiro cabeceando nas ondas e tentando trazer os cabos
ou mesmo andando de quatro para voltar para a cabine era o mesmo que um
gato que errou a pontaria, quando deu um pulo numa parede de azulejo do
banheiro para sair pela janela e não conseguiu, volta para trás
arranhando tudo quanto é quina de azulejo.
By
Winston Guy